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Blog sobre o livro, a peça teatral e o filme digital "O Mágico de Inox" uma releitura ecológica do Mágico de Oz, e tudo o que tenha a ver com meio ambiente e reciclagem de lixo.
O desenvolvimento mais recente e relevante vem de pesquisadores da Universidade de Tóquio, que criaram um plástico biodegradável de nova geração.
Diferente dos bioplásticos comuns (como o PLA), que exigem usinas de compostagem industrial para se decompor, este novo material foi projetado para reagir especificamente com o ambiente marinho.
Base Química: O material utiliza uma estrutura de polirotaxano, que incorpora moléculas de ciclodextrina (um tipo de açúcar derivado do amido).
Gatilho: Ele é estável em uso comum, mas possui "ligações de sacrifício". Quando exposto à água do mar e aos íons presentes nela, essas ligações se rompem, permitindo que as enzimas dos micro-organismos marinhos digiram o material.
Tempo de Degradação: Em testes, o material manteve sua resistência por meses em uso, mas quando submetido ao processo de descarte marinho controlado, apresentou taxas de degradação muito superiores aos plásticos convencionais.
Para não cairmos em "soluções mágicas", aqui estão os dados técnicos sobre o cenário atual desses plásticos no Japão:
| Característica | Detalhes do Novo Plástico Japonês |
| Material Base | Plástico à base de biomassa e polirotaxanos. |
| Resíduos | Decompõe-se em substâncias simples (CO2 e biomassa), sem gerar microplásticos persistentes. |
| Inovação "Self-healing" | Além de biodegradável, esse plástico japonês tem propriedades de autocura (conserta riscos sozinho). |
| Adesão Comercial | Empresas como a Kaneka Corporation já produzem o Green Planet, um polímero (PHBH) que se decompõe 90% em 6 meses na água do mar. |
Embora existam plásticos solúveis em água (como o álcool polivinílico usado em cápsulas de detergente ou de lavagem de roupa) que somem em minutos, eles não servem para fazer garrafas ou embalagens, pois derreteriam com a umidade ou com o conteúdo líquido.
O desafio dos pesquisadores japoneses foi criar algo que seja forte como o plástico comum durante o uso, mas que "saiba" quando deve sumir ao chegar no oceano.
O tempo real de biodegradação completa para plásticos estruturais marinhos gira em torno de algumas semanas a meses, o que já é um salto gigantesco comparado aos 450 anos do plástico tradicional.
O governo japonês estabeleceu a meta de que 100% dos plásticos novos utilizados no país sejam reciclados ou provenientes de fontes renováveis até 2035.
A Universidade de Osaka e a fabricante Michi Co. também trabalham em plásticos de amido de mandioca (que já foram feitos também no Brasil) que são transparentes e resistentes à água, mas altamente biodegradáveis em contato com sedimentos marinhos.
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