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domingo, 26 de abril de 2026

PLÁSTICO: Não É Preciso Eliminar, Mas Mudar o TIPO

Japão desenvolve plástico que se desfaz no mar.

Japão
desenvolve plástico que se desfaz no mar.

O desenvolvimento mais recente e relevante vem de pesquisadores da Universidade de Tóquio, que criaram um plástico biodegradável de nova geração.


O Avanço: Plástico de Polirotaxano

Diferente dos bioplásticos comuns (como o PLA), que exigem usinas de compostagem industrial para se decompor, este novo material foi projetado para reagir especificamente com o ambiente marinho.

Como funciona?

  • Base Química: O material utiliza uma estrutura de polirotaxano, que incorpora moléculas de ciclodextrina (um tipo de açúcar derivado do amido).

  • Gatilho: Ele é estável em uso comum, mas possui "ligações de sacrifício". Quando exposto à água do mar e aos íons presentes nela, essas ligações se rompem, permitindo que as enzimas dos micro-organismos marinhos digiram o material.

  • Tempo de Degradação: Em testes, o material manteve sua resistência por meses em uso, mas quando submetido ao processo de descarte marinho controlado, apresentou taxas de degradação muito superiores aos plásticos convencionais.


Dados e Contexto Real

Para não cairmos em "soluções mágicas", aqui estão os dados técnicos sobre o cenário atual desses plásticos no Japão:

CaracterísticaDetalhes do Novo Plástico Japonês
Material BasePlástico à base de biomassa e polirotaxanos.
ResíduosDecompõe-se em substâncias simples (CO2 e biomassa),
sem gerar microplásticos persistentes.
Inovação "Self-healing"Além de biodegradável, esse plástico japonês tem
propriedades de autocura (conserta riscos sozinho).
Adesão ComercialEmpresas como a Kaneka Corporation já produzem o
Green Planet, um polímero (PHBH) que se decompõe
90% em 6 meses na água do mar.

Embora existam plásticos solúveis em água (como o álcool polivinílico usado em cápsulas de detergente ou de lavagem de roupa) que somem em minutos, eles não servem para fazer garrafas ou embalagens, pois derreteriam com a umidade ou com o conteúdo líquido.

O desafio dos pesquisadores japoneses foi criar algo que seja forte como o plástico comum durante o uso, mas que "saiba" quando deve sumir ao chegar no oceano. 

O tempo real de biodegradação completa para plásticos estruturais marinhos gira em torno de algumas semanas a meses, o que já é um salto gigantesco comparado aos 450 anos do plástico tradicional.

Outras Iniciativas no Japão

O governo japonês estabeleceu a meta de que 100% dos plásticos novos utilizados no país sejam reciclados ou provenientes de fontes renováveis até 2035. 

A Universidade de Osaka e a fabricante Michi Co. também trabalham em plásticos de amido de mandioca (que já foram feitos também no Brasil) que são transparentes e resistentes à água, mas altamente biodegradáveis em contato com sedimentos marinhos.

domingo, 30 de março de 2025

ZERO: Dia Internacional do Lixo Zero

O Dia Internacional do Lixo Zero, ou do Resíduo Zero, é um evento anual realizado em 30 de março desde 2023, estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 14 de dezembro de 2022.

Neste ano de 2025, o foco principal está na indústria da moda. Assista ao vídeo abaixo:

Proclamação

Estabelecido por meio de uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que seguiu outras resoluções sobre resíduos, incluindo o compromisso de 2 de março de 2022 da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-5) para avançar um acordo global para acabar com a poluição por plástico, o Dia Internacional do Lixo Zero é mediado conjuntamente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). 

A data convoca todas as partes interessadas - incluindo governos, sociedade civil, empresas, universidades, comunidades, mulheres e jovens - a se engajarem em atividades que aumentem a conscientização sobre as iniciativas de lixo zero.

Histórico

“A crise do descarte de resíduos está minando a capacidade da Terra de sustentar a vida. O descarte de resíduos sólidos custa bilhões de dólares à economia global anualmente”, disse o Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma mensagem de vídeo sobre a data. 

“Ao tratar a natureza como um aterro sanitário, estamos cavando nossas próprias sepulturas. É hora de refletir sobre os custos que resíduos sólidos estão causando para o nosso planeta — e de encontrar soluções para esta grave ameaça”.

Segundo a Organização das Nações Unidas, a cada ano, estima-se que 11,2 bilhões de toneladas de resíduos sólidos são coletadas globalmente. O setor de resíduos contribui significativamente para a emissão de gases de efeito estufa em ambientes urbanos e para a perda da biodiversidade. 

Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas a cada ano, e espera-se que até 37 milhões de toneladas de resíduos plásticos entrem anualmente no oceano até 2040.

As práticas insustentáveis ​​de produção e consumo da humanidade estão conduzindo o planeta para a destruição.

As famílias, as pequenas empresas e os prestadores de serviços públicos geram 2,3 bilhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos todos os anos - desde embalagens e produtos eletrônicos até plásticos e alimentos. 

No entanto, os serviços globais de gestão de resíduos estão mal equipados para lidar com esta situação, com 2,7 bilhões de pessoas sem acesso à recolha de resíduos sólidos e apenas 62% dos resíduos sólidos urbanos a serem geridos em instalações controladas. A humanidade deve agir urgentemente para enfrentar a crise dos resíduos.

O segundo Dia Internacional do Lixo Zero, em 30 de março de 2024, destacou tanto a necessidade crítica de reforçar a gestão de resíduos mundialmente como a importância de práticas sustentáveis ​​de produção e consumo. Celebra iniciativas de desperdício zero em todos os níveis, que contribuem para o avanço da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_do_Lixo_Zero

PLÁSTICO: Não É Preciso Eliminar, Mas Mudar o TIPO

Japão desenvolve plástico que se desfaz no mar. O desenvolvimento mais recente e relevante vem de pesquisadores da Universidade de Tóquio ...